Garça-branca-grande, Alta Baviera, Alemanha
A garça-branca-grande se ergue sobre a neve da Alta Baviera, Alemanha, como se o inverno fosse um palco só seu. Medindo cerca de um metro de comprimento, com envergadura de um metro e meio e peso em torno de um quilo, ela transforma imobilidade em estratégia. Seu bico amarelo rasga o branco do cenário; cada gesto é contido, cada pausa, calculada. O cardápio do dia é variado: seus olhos afiados rastreiam do peixe distraído ao anfíbio imprudente, também caçando pequenos mamíferos, insetos e até répteis. Sua técnica — permanecer imóvel até o instante exato e atacar com precisão súbita — é um de seus traços mais marcantes.
Espécie cosmopolita, a garça-branca-grande ocupa rios, lagos, manguezais e pântanos do mundo todo, da Eurásia à África, da Austrália à América do Norte. No Brasil, está presente em quase todos os estados, especialmente no Nordeste, no Pantanal, na Amazônia e em lagoas do Sul, onde se mistura a paisagens tropicais e subtropicais. A ave é puro contraste: calma, paciente e mortalmente eficaz.