Ecos das profundezas Ecos das profundezas
Dia das Espécies Ameaçadas
Pensar grande nem sempre é figura de linguagem. Visto na imagem, o cachalote carrega o maior cérebro já documentado, com até 9 quilos, acomodado em uma cabeça que ocupa quase um terço do corpo. Personagem global, ele cruza oceanos inteiros e também passa pelas águas profundas do litoral brasileiro.
No mergulho, o cachalote redefine limites: desce além dos 900 metros, permanece até 90 minutos submerso e caça lulas no escuro absoluto usando cliques de ecolocalização que alcançam 230 decibéis, o som mais alto do reino animal. Fêmeas vivem em grupos familiares; machos adultos seguem sozinhos, viajantes de longa distância.
No passado, a espécie foi caçada quase até a extinção por produzir uma substância que iluminava cidades e lubrificava máquinas. Se antes o perigo vinha dos arpões, hoje ele chega em silêncio: ruído submarino, colisões com navios, plástico à deriva. Neste Dia das Espécies Ameaçadas, o recado vem das profundezas: quem domina o fundo do oceano ainda depende das escolhas feitas na superfície.
本周 2026年第20周
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